Worldpackers – Como essa ferramenta nos tem ajudado no mochilão

Por Silas Payão

Hoje estamos no dia 70 do nosso mochilão pela América do Sul e até o momento gastamos o total de R$230,00 reais com hospedagem, que foram os 4 primeiros dias, em Santiago do Chile, em um AirBnB.

Como conseguimos isso?

Com o Worldpackers!

No começo foi um pouco complicado, pois como viajamos em casal, não é tão simples para conseguirmos vagas de voluntariado, mas agora já podemos dizer que está bem mais fácil.
A nossa primeira opção sempre é tentar achar algum voluntariado no lugares que queremos passar, e caso não dê, tentamos couchsurfing, e caso isso também não role, tentamos manter contato com hostels via Facebook e etc.

Inclusive já conseguimos vaga em um hostel via whatsapp e chegando lá eles criaram uma oportunidade para gente, só para conseguirmos mais reviews ao final.
Isso foi excelente porque como abriram a oportunidade, todos os que utilizam a plataforma agora também vão ter a chance de conseguir esse voluntariado.

No momento que vos escrevo, são exatamente 04:33 da manhã e estou de turno na recepção de um hostel em San Pedro de Atacama.

Pois é, eu trabalho de madrugada também…

Mas não pense que você é escravizado. Pelo contrário, nós eramos praticamente escravos quando tínhamos empregos fixos no Brasil.

Nosso segundo voluntariado pelo Worldpackers, em Valle del Elqui

Nosso segundo voluntariado pelo Worldpackers, em Valle del Elqui.

Apesar de as vezes você ter turnos um pouco mais puxados (veja bem, eu estou de turno neste exato momento e tenho tempo para escrever este texto), a imersão no local que você está, as pessoas que você conhece, o dinheiro que você economiza, as oportunidades que você tem, são imensuravelmente maiores do que qualquer serviço pesado que você tenha que fazer.

Até agora nós já passamos por 3 experiências como voluntariado e não tivemos perrengue em nenhuma delas, pelo contrário, cada uma tem se mostrado melhor que a outra.

Tenho pensado em criar uma parte só sobre o que aprendemos durante a viagem, mas vou citar a principal que temos até o momento.

É claro que as vezes você pode ficar desapontado com algo, isso é comum, mas a primeira coisa que aprendemos foi isso:

Não julgue pelas aparências.

Vou citar nosso último exemplo sobre isso.

Nós chegamos no hostel onde estamos agora por volta de 00:30, pois durante todo o dia fizemos cerca de 750 km de carona e isso demora por diversos motivos, o que pode render outro artigo para depois, mas voltando ao assunto, quando chegamos, fomos atendidos pelo administrador que estava meio p* de ter que esperar a gente, e quando chegamos no nosso quarto, as camas sequer estavam feitas.
Ainda estavam com as roupas de cama da pessoa que esteve ali anteriormente.

Agora imagine, tivemos que arrumar nossas camas, deixar 4 mochilas no chão, não fazer barulho pois haviam outras pessoas no quarto, e tudo isso no escuro, pelo mesmo motivo.

Ficamos bastante preocupados com isso, afinal, tínhamos acabado de chegar e até aquele momento, a experiência tinha sido péssima.

Tudo bem, fomos dormir daquele jeito mesmo e esperamos para ver como seria no dia seguinte.

O dia seguinte

Como falamos, aprendemos a não julgar pelas primeiras aparências.

O dia amanheceu, saímos do quarto e… de frente para o hostel estavam o Licancabur e o Lascar, dois vulcões cheios repletos de histórias.

Para nós brasileiros, vulcão é coisa de filme.

Foi o nosso primeiro, e nesse momento já começamos a mudar as ideias referente a primeira impressão.

Depois sentamos e conversamos com o Maickol, administrador do hostel, que se mostrou ser uma pessoa espetacular, e que por sabe Deus porque, na noite anterior deveria estar um pouco bravo.

Resumindo, hoje faz 6 dias que estamos como voluntariados em um hostel em San Pedro de Atacama, uma das cidades mais caras do Chile, sem gastar nada. (Mentira, porque a gente toma uma breja ou e outra de vez em quando)

Apesar de não estarmos nem no primeiro terço da nossa viagem, já temos muitas coisas para falar, mas isso vai ser ao decorrer do tempo.

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